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O branqueamento de corais: o que é e o que não é
Um coral branco ainda não está morto, e essa distinção muda tudo
Quando um coral branqueia, ele não está se pintando de branco: está ficando transparente. O que você vê é o próprio esqueleto dele através de um tecido que perdeu toda a cor. E, nesse momento, o animal ainda está vivo, mesmo já tendo começado a passar fome.
Neste artigo você vai entender o mecanismo do branqueamento, o que o provoca, em quais condições um coral pode se recuperar e como distinguir um coral branqueado de um morto durante um mergulho.
O branqueamento é o fenômeno que mais transformou os recifes do mundo nas últimas décadas. Saber interpretá-lo permite entender o que você está realmente vendo em um recife afetado, sem cair no alarmismo nem na indiferença.
O que acontece exatamente
No artigo de biologia você viu que o coral hospeda zooxantelas em seu tecido e obtém delas a maior parte de sua energia. O branqueamento é a ruptura dessa parceria.
Quando o coral é submetido a um estresse sustentado, sobretudo por temperatura elevada, a fotossíntese de suas algas passa a produzir compostos nocivos em vez de açúcares úteis. A relação deixa de ser benéfica e se torna tóxica. A resposta do coral é expulsar seus simbiontes.
Como a cor de um coral vem em grande parte dessas algas, o tecido fica quase incolor e translúcido, e através dele se vê o esqueleto branco de carbonato de cálcio. Daí o nome: não há pigmento branco, há ausência de tudo o mais.
Este é o ponto crítico que vale a pena fixar: um coral branqueado está vivo. Ele perdeu sua principal fonte de alimento e está funcionando com reservas e com o pouco que consegue capturar caçando, mas o animal ainda está ali.
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