Avançado Micronésia
Chuuk Lagoon
Dezenas de navios afundados em dois dias de 1944, e muitos ainda com combustível

Em fevereiro de 1944, dois dias de ataques aéreos afundaram nessa lagoa dezenas de navios de uma frota ancorada. Oitenta anos depois, eles continuam lá, com os tanques nos porões, as garrafas na despensa e os restos de quem estava a bordo.
Nesta ficha você vai encontrar o que há no fundo da lagoa e em que estado, o que a penetração nesses naufrágios realmente implica, por que são túmulos de guerra e quais obrigações isso impõe, quando ir e qual formação é necessária.
É uma das maiores concentrações de naufrágios mergulháveis do mundo, o destino onde a distância entre mergulhar em um naufrágio e profanar um túmulo se torna uma questão prática, não teórica.
Geografia e acesso
Chuuk é um atol enorme do Pacífico ocidental, com uma lagoa de dezenas de quilômetros de diâmetro protegida por um anel de recife e pontilhada de ilhas vulcânicas.
Essa lagoa funcionou como ancoradouro e base logística durante a Segunda Guerra Mundial. Em fevereiro de 1944, uma operação aérea aliada de dois dias afundou ali dezenas de navios de carga, transportes, petroleiros e aeronaves.
Os naufrágios repousam em profundidades que vão de poucos metros a mais de sessenta, muitos em posição vertical ou levemente inclinados sobre um fundo de sedimento, com boa parte de sua carga ainda intacta: veículos, munição, peças de reposição, louças, garrafas.
A água quente e a proteção da lagoa produziram uma colonização espetacular: coral mole, esponjas e corais duros cobrem superestruturas inteiras.
O acesso é longo: voo com várias conexões pelo Pacífico. O mergulho se organiza a partir de hospedagens na ilha principal ou de um liveaboard, com travessias curtas dentro da lagoa.

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