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As leis dos gases aplicadas ao mergulho
Boyle, Charles, Gay-Lussac, Dalton e Henry, explicadas pelo que fazem debaixo d'água
Cinco leis formuladas entre os séculos dezessete e dezenove, por pessoas que nunca mergulharam com um cilindro, explicam praticamente tudo o que acontece com um mergulhador. Não é preciso memorizá-las como fórmulas: basta entender o que cada uma faz.
Neste artigo você vai ver as cinco leis dos gases relevantes para o mergulho, que relação cada uma descreve e, acima de tudo, qual consequência prática ela tem debaixo d'água.
Cada uma dessas leis está por trás de uma regra de segurança concreta. Entendê-las transforma essas regras de algo que precisa ser decorado em algo que se deduz sozinho.
Boyle: pressão e volume
A lei de Boyle diz que, a temperatura constante, o volume de um gás é inversamente proporcional à pressão: se a pressão dobra, o volume se reduz à metade, e vice-versa.
Aplicado ao mergulho, com os números do artigo anterior: um volume de gás que na superfície ocupa um litro, a 10 metros (2 atmosferas) ocupa meio litro; a 30 metros (4 atmosferas), um quarto de litro. Ao subir, o processo se inverte e esse gás recupera seu volume original.
É a lei mais presente na prática diária. Explica por que é preciso equalizar ouvidos, seios paranasais e máscara ao descer; por que o colete equilibrador precisa de mais ar em profundidade para manter a mesma flutuabilidade; por que as bolhas que você exala crescem visivelmente enquanto sobem; e por que nunca se prende a respiração durante a subida.
Também explica algo que você já viu de outro ângulo: como a relação é proporcional e não linear em termos de metros, as maiores mudanças de volume ocorrem perto da superfície.
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